Ao se escolher determinada celebridade para atuar em uma campanha publicitária, a empresa contratante espera que a pessoa escolhida agregue valor à sua marca, trazendo para si aspectos subjetivos que fazem de tal celebridade ser querida e lembrada pelo público.
Quanto mais a celebridade esteja presente na mídia, quanto mais prêmios esteja recebendo e mais famosa seja, os olhos da empresa brilham, hipnotizados pelo impacto que tal celebridade trará na comunicação com o público que se deseja alcançar. No entato, é preciso muito cuidado ao escolher um nome. Saber escolher a celebridade correta para uso da imagem numa campanha publicitária não é tarefa das mais fáceis. Se o artista é visto embriagado e discutindo em público, por exemplo, pode causar sérios danos à comunicação da marca junto ao público-alvo.
O mais recente caso é o do rapper Chris Brown que “supostamente” agrediu a sua namorada, a cantora Rihanna no último sábado (07 de fevereiro), sendo este o provável motivo do não comparecimento da dupla na premiação do Grammy realizada no domingo. O rapper foi preso no domingo, mas logo solto ao pagar uma fiança de 50 mil dólares. A assessoria de Chris Brown e a de Riahanna ainda não se manifestaram sobre o caso. Só se sabe que Brown agrediu uma mulher ainda não identificada.
Além do fato ser grave, pois envolve agressão física, chamou a minha atenção pelo fato de no dia seguinte em que o rapper ter se apresentado à polícia e pago fiança, a empresa Wringley anunciou à imprensa a suspensão da campanha publicitária de seu chiclete “Doublemint”, cujo garoto-propaganda é nada mais, nada menos que Chris Brown.
O efeito negativo que este episódio pode trazer para a marca “Doublemint” é inquestionável e daí vem a preocupação da escolha certa de determinada celebridade. Apesar da celebridade ser uma marca também, ela é humana, e por isso suscetível a cometer erros. O importante é escolher alguém que tenha valores comuns com a marca a ser representada. Fazendo a escolha certa, o lucro é certo.
Ao se envolver “marcas-humanas” todo cuidado é pouco. Deve-se ser altamente criterioso. Credibilidade e responsabilidade devem exalar em cada poro da celebridade escolhida para representar a marca. Do contrário, como neste caso, tanto o cantor quanto a marca ficarão presos, literalmente ou não, e esquecidos pelo público (ou lembrados negativamente), deixam caminho aberto para novos cantores e novos chicletes, o que significa novos concorrentes na área. É preciso agir rápido.









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11 de fevereiro de 2009
[...] do que Jesus etc. Um prato cheio pra quem gosta das bizarrices do mundo da música. Reparem que o caso Chris Brown e Rihanna ainda não se encontra na lista, mas seria uma boa idéia colocá-lo como o escândalo nº51. [...]
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