
Hoje morreu o cineasta sueco, Ingmar Bergman. É claro que lamento por sua morte, lamento por essa perda. Mas, na verdade, só tenho a agradecer por ter vivido na mesma época deste gênio excepcional.

Agradeço por "O Sétimo Selo", "Sonata de Outono" e "Morangos Silvestres". Apenas para citar algumas obras-primas que retratam a morte, o desejo, a solidão brilhantemente. Assuntos que atormentam as nossas almas, e por isso, universais.

Lembro da época em que sonhava em ver Greta Garbo, a maior atriz de todos os tempos do cinema, fazendo parte de algum filme de Ingmar Bergman. Ficava imaginando a atriz voltando de sua reclusão apenas para estrelar um filme dele. Mas, isso nunca aconteceu. Os mitos são assim… eles nos forçam a usar a nossa fantasia, eternamente.
E Ingmar Bergman nos forçou a ampliar nossa visão sobre a nossa realidade, nos fez olhar para dentro de nós mesmos, jogando em nossas caras o peso das emoções que carregamos.
Obrigado, Ingmar Bergman.

